sábado, 25 de março de 2017

Resenha: Reparação, Ian McEwan

Até onde uma pequena mentira pode ser inofensiva? E quando agir por impulso traz consequências trágicas?

Sinopse:
 Na tarde mais quente do verão de 1935, na Inglaterra, a adolescente Briony Tallis vê uma cena que vai atormentar a sua imaginação: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, tira a roupa e mergulha, apenas de calcinha e sutiã, na fonte do quintal da casa de campo. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a menina, que nutre a ambição de ser escritora, constrói uma história fantasiosa sobre uma cena que presencia. Comete um crime com efeitos devastadores na vida de toda a família e passa o resto de sua existência tentando desfazer o mal que causou. 

É o primeiro livro que leio do autor e de início achei sua narrativa fluída, porém pela estória o livro exige que leia em doses homeopáticas por ser bem reflexivo e contado de vários pontos de vista. Na maior parte da estória temos o ponto de vista da Briony Tallis, uma menina nos seus 12 anos, muito inteligente, mimada, arrogante e precoce. Desde cedo Briony nos mostra o quanto é manipuladora e que com o tempo essa manipulação e crueldade consegue atingir muitos personagens de forma a mudar seus destinos.
Robbie é o melhor personagem desta estória, com seu senso de retidão, bondade e benevolência, um homem de bom caráter e que não mede esforços para fazer o correto, mesmo que isso o prejudique. De família humilde, Robbie é filho da empregada da casa dos Tallis e o patrão de sua mãe acredita que ele possa se dar muito bem nos estudos, o que acontece quando O Sr. Tallis paga todos os estudos de Robbie na faculdade como se fosse seu próprio filho. Cécilia, irmã mais velha de Briony, apaixona-se por Robbie e ele por ela. Como as diferenças sociais entre o casal são bem grandes e vários outros fatores(principalmente um causado por Briony) vão dificultar este lindo romance entre os dois.

A família Tallis é muito desestruturada que faz muita vista grossa no comportamento de Briony, Cécilia se ver na posição de mãe, já que a Sra. Tallis não quer e nem se esforça para assumi esse papel. E ainda temos Leon Tallis irmão mais velho que é totalmente alheio a família a não ser por se importa com Cécilia. As escolhas e ações de Briony faz o leitor refletir bastante até onde vai a maldade humana, não importando seu grau de inteligência, idade e condição social. Várias vezes fiquei pensando em quanta maldade e infinito sofrimento pode ser causado por um ato isolado de omissão, de medo, por não enfrentar as consequências de seus atos.

O livro também faz severas críticas as diferenças entre classes sociais. Que mais dinheiro, significa mais poder e este poder de influência pode destruir vidas e condenar inocentes a um destino cruel e muito injusto. O tratamento social desigual entre classes é gritante no livro, Robbie é uma pessoa humilde e pobre, porém muito inteligente e honrado, não tem as mesmas chances e tratamento que uma pessoa rica e de status elevados, mesmo essa pessoa rica tendo uma índole duvidosa, porque o conceito da sociedade geralmente afirma que “ricos e poderosos” não comentem atrocidades. Sei que este conceito tem mudado ultimamente nas pessoas, mas acredito que nem 10% foi feito ainda, por isso um livro muito atual.

Os vários pontos de vistas nos faz entender e refletir sobre cada um dos personagens, suas escolhas e motivações. É um livro com certa complexidade em seus personagens, que muda pessoas, inclusive eu fui um pouco mudada em certos aspectos pessoais. Livro mais que indicado, sendo necessário ao leitor.

Quote:
“Como pode uma romancista realizar uma reparação se, com seu poder absoluto de decidir como a história termina, ela é também Deus?"


Nota do Filme:

A adaptação para o cinema feita em 2008 é muito fiel ao livro, há algumas mudanças porque há passagens que funcionam melhor lendo que em ação. Mas a essência do livro, o que realmente o autor quis passar através de sua escrita está em todo filme.
As interpretações são maravilhosas não consigo ver outro ator vivendo Robbie senão o James McAvoy. A Cécilia está bem representada pela Keira Knightley, com sua leveza, bom senso, vanguarda e honra. A Briony foi interpretada pela Saoirse Ronan aos 13 anos, aos 18 com a Romola Garrai e idosa pela “Diva” Vanessa Redgrave. Posso afirmar que são interpretações de três atrizes sensacionais e mesmo gostando das atrizes continue odiando essa personagem detestável em todas as fases.
A trilha sonora por Dario Marianelli é espetacular, sensível, triste e muito bonita. Aquele ritmo feito no começo do filme com a máquina de escrever, batendo as teclas foi essencial para a atmosfera do filme e principalmente da personagem Briony, que tem fascínio por leitura e escrita, aspirante a escritora.
O filme foi concluído um pouco diferente do livro, mas só o caminho, porque sua finalização foi a mesma. Uma estória tocante, crível, triste, revoltante e muito emocionante.

Assista ao trailer:
Atonement, 2008

sábado, 18 de março de 2017

Resenha: Coraline, Neil Gaiman

“Há algumas portas que nunca deveriam ser abertas”.

A estória de Coraline começa bem comum, uma menina de aproximadamente 12 anos que se muda para um lugar mais pacato, isolado e pouco atrativo. Nossa protagonista não esta nada feliz com esta mudança.

Seus pais trabalham em casa e num dia chuvoso, que Coraline não pode brincar lá fora, ela começa a aborrecê-los por não ter o que fazer. Seu pai aconselha a explorar a casa, e na sua busca ela descobre uma pequena porta que aparentemente não leva a nada, mas esconde mistérios terríveis e é aí que Coraline começa sua aventura, que a medida que passa fica mais sombria e perigosa.

Através desta porta a protagonista é transportada para outro mundo, parecido com o seu, só que melhor, mais atrativo, divertido e delicioso. Mas este mundo não é tão bom assim quando ele se mostra de verdade e sua anfitriã revela sua verdadeira face.



Falando sobre a narrativa, achei bem fluida e sombria, não indico o livro para crianças abaixo de 8 anos, porque contém cenas sombrias e beirando a crueldade. Porém é um livro bem interessante para crianças um pouco mais velhas. Foi meu primeiro contato com o Neil Gaiman e foi uma ótima experiência que pretendo repetir lendo outros livros do autor.




Avaliando personagens, são bem rasos, mas que condiz com a proposta do livro. Coraline, a protagonista, tem o comportamento de uma criança entrando na adolescência, às vezes bem irritante e impertinente, mas no geral ela foi cativante e a personagem melhor explorada. Ao longo da leitura entendi suas escolhas, erros e a vontade de mudar e resolver os seus problemas, condições bem humanas.

Não posso deixar de mencionar seus vizinhos excêntricos, que rederam momentos engraçados: Mr. Bobo, um russo estranho que fala que treina um circo de ratos. E as senhoras que acreditam ainda serem jovens e belas (só que não).



O livro tem várias ilustrações, bem sombrias, que combina com toda a atmosfera da estória. Desenhos estes que colocam um certo “medinho” ao ler e acompanhar as ilustrações.



O livro deixa uma importante reflexão sobre dar valor ao que você tem, por mais pobre e chato que sejam seus pais, eles o amam e muitas vezes fazem muitos sacrifícios para proporcionar o melhor para seus filhos. Que as vezes não precisamos cobiça a grama do vizinho para ser feliz, mas sim melhorar seu próprio quintal, cuidando para que floresça também.



Quote:

… quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem. Pág.: 59





Nota do Filme:


Antes de ler o livro já tinha assistido ao filme e amado, é um caso que afirmo que a adaptação supera o original. Porque há muitas cenas que funcionam melhor como filme. Não que o livro seja ruim, ele é muito bom, mas o filme encantou muito mais.

Assista ao trailer:

sexta-feira, 3 de março de 2017

Maratona Segura o Livro! - Saldo

Olá!!!

Bem para quem me acompanha no Instagram e Facebook já sabe que minha maratona foi um fail total!!! rsrsrsrs Nem tanto assim porque foi muito legal interagir com quem estava participando e as meninas organizadoras que foram ótimas mediadoras. Neste período de maratona eu adoeci, muita gripe, garganta doendo fora que meus vizinhos, muito carnavalescos, orquestraram a competição quem faz mais barulho. Mas chega de" mimimi", vamos ao saldo:

 Eu consegui ler o livro Coraline, que  foi meu primeiro contato com o escritor Neil Gaiman e gostei muito, a narrativa dele é bem fluída e achei bem sombria, até mais que o desenho. Vou comentar melhor depois que fizer a resenha e falando do desenho também.

Com os Poemas de Fernando Pessoa, fui com expectativa e pra falar a verdade não curtir muito, só gostei do primeiro poema e  os outros não me atraíram não. Pelo menos li ele completo no Lev digital.

O livro de não ficção Lady Almina, só consegui ler os dois primeiros capítulos, não que estivesse chato, mas acho que exigia uma atenção minha que eu não estava dando, então parei no segundo capítulo. Mas vou continuar a leitura e fazer resenha.
O Oceano no fim do caminho, nem se quer peguei no livro, não avancei com Lady Almina então não consegui nem iniciar este último livro que também é do Neil Gaiman que ficará para minhas leituras futuras.
O que acharam? Participaram? Deixem seus comentários
Link dos canais das organizadoras da Maratona Segura o Livro!
Despindo Estórias
Tem que Ler
Sociedade A. V.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Clube dos Canalhas, Sarah Maclean - 4 Livros, 1 Resenha (sem spoilers)


Na Londres do séc. 19, onde cassinos faziam a cabeça de “grandes homens” da sociedade em suas noitadas, surgiu o Anjo Caído. Um clube para cavalheiros onde a jogatina, bebidas e prostituição reinavam nas noites de Londres. Seus proprietários: Bourne, Cross, Temple e Chase, são conhecidos pelo passado decadente em que chegaram ao fundo do poço, se reergueram com o sucesso do clube tornando-se os homens poderosos no país. Esse é o cenário da maior parte de cada livro, que explora muito a vingança, e como o amor e o ódio são separados por uma linha muito tênue.
Além de contar com fatos da época temos muitas cenas sensuais, bem ousadas para época, mas que tem seu valor na trama de cada livro, afinal são canalhas e não poderia faltar libertinagem com suas amadas, além de amor e a paixão que não poderia faltar, apimentando as cenas.

Os quatro livros são romances de época em que o foco principal é o casal, mas não impediu a autora de trazer alguns fatos sobre costumes e como era a vida da sociedade Londrina no século 19. Detalhes em que a autora pesquisou tornando a cena mais crível no romance. Em todos os livros, ao final, a autora faz suas observações, explicando porque colocou certo costume ou fato da época e como pesquisou, e adaptou à estória.
Sarah Maclean ainda nos presenteia com um maravilhoso epílogo, deixando esta leitora aqui com sorriso bobo ao final de cada leitura.

Todos os livros sempre fala sobre o machismo da época, em contraponto nos apresenta mocinhas dando os primeiros passos do feminismo e assim fazendo críticas em como a sociedade da época objetivavam e humilhavam as mulheres, o que faz esta leitora pensar que não mudou tanto e que temos um longo caminho a conquistar ainda.
As protagonistas em cada livro, começam a dar seus primeiros passos do “girlpower”, sendo melhor desenvolvido no quarto livro da série pela personagem Georgianna, que foi excluída da sociedade por um escândalo, que mesmo sendo filha e irmã de Duques virou escárnio da sociedade “corretíssima” do século 19. A cada página deste último livro da série lemos Georgianna lutando pela sua independência e volta aos círculos sociais, que não é nada fácil. Sarah Maclean ainda nos traz discussões bem interessantes sobre segredos e mentiras, que prolongados por muito tempo podem destruir e construir pessoas para o mal.

Tema bastante presente em todos os livros da série é a vingança e o ódio que a alimenta. Nossos protagonistas travaram verdadeiras batalhas internas para que esse mal, raiva e mágoa não os consumissem, destruindo-os. Não deixando seus personagens se perder, lembrando-os quem realmente são e que mais vale é o amor e não esta amargura de anos.
                 https://cleidescully.files.wordpress.com/2015/07/patronmithrandir-tumblr-com.gif?w=780

De início os casais sofrem muito, se destruindo por tanto ressentimento num fogo cruzado entre eles, que parece não ter mais fim. Principalmente suas mocinhas que sofrem profundamente por serem humilhadas e desprezadas por homens sedentos de vingança.

"Ele havia se casado com ela por suas terras e nada mais. E não importava que ele a houvesse tocado e a feito sentir coisas que ela jamais imaginou que um corpo fosse capaz de sentir. No fim, aquele era precisamente o tipo de casamento que ela havia sido criada para ter  um casamento de conveniência. Um casamento de dever e de propriedade. E ele havia deixado isso mais do que claro." Pág.: 89  - Entre o Amor e a Vingança, Sarah Maclean.

Penélope Marbury, protagonista do primeiro livro, sofre muito por ser o instrumento de vingança do Marquês de Bourne, chega a um ponto tão cruel em que o leitor quer bater em Bourne e salvar Penélope. A Phillipa, irmã da protagonista do primeiro livro, cai de paraquedas na vingança de Cross, protagonista do segundo livro, e sobra respingo nela também de toda essa lama que ele quer jogar. “Pippa” é uma mulher muito inteligente, determinada e vista como estranha por todos. Cross é muito tentado por esta inteligência, sensibilidade e beleza da mocinha e tenta resistir com todas as suas forças, quase perdendo o amor de sua vida por vingança e orgulho.

"Ele tinha acabado de falar quando seus olhos pararam na figura solitária abaixo, no centro do cassino, a única pessoa em todo o salão que não se mexia. É claro. Ela estava sempre em uma viagem separada do resto do universo - o planeta cuja órbita era contrária, o sol que nascia no oeste." Pág.: 203 - Entre o Desejo e a Culpa, Sarah Maclean.
 
Temple e Mara, foram um casal bem complexo, segredos do passado atormentavam Temple e só Mara tinha respostas, porém se negava a dizê-las. É um jogo de cão e gato que prende o leitor desesperado por saber o que diabos aconteceu com Temple, na noite fatídica que ele ficou conhecido como o “Duque Assassino”! Ficou curioso? Leia série!!

"Ela tinha passado tanto tempo sozinha que resistia automaticamente à ideia de que alguém pudesse lhe oferecer ajuda sem esperar algum tipo de pagamento. Ou, pior, sem querer se tornar parte da sua vida." Pág.: 85 - Entre a Ruína e a Paixão, Sarah Maclean.

Como falei antes, no quarto livro temos muita discussão de direitos e deveres das mulheres para com a sociedade, homens, nunca ao contrário.

"Era a beleza que tornava o escândalo tão envolvente - afinal, se Eva não fosse tão linda, quem sabe a serpente não a teria deixado em paz. Mas foi Eva quem se tornou a vilã da história, não a serpente. Assim como era a mulher é quem perdia a honra, nunca o homem." Pág.: 44 - Nunca julgue uma Dama pela Aparência, Sarah Maclean.

O casal protagonista tem estórias bem complicadas, delicadas, passados sombrios, misteriosos e muito doloridos. Segredos e mentiras que os separam e ao mesmo tempo os une. A protagonista sofre demais ao longo de sua jornada, interpretando papéis e máscaras para sobreviver e seu par romântico fazendo o mesmo para continuar a viver. No final quando o segredo de West é revelado, esta leitora aqui chorou pelo personagem de tão triste e cruel que foi seu passado.
                               http://24.media.tumblr.com/tumblr_lpte0uvvzO1r0uf30o1_500.gif


Contudo avalio os livros da série com 5 estrelas e favoritados, todos os quatro livros, sem desmerecer nenhum. Todos tiveram suas peculiaridades, todos muito interessantes e envolventes ao mesmo tempo. Tramas bem construídas, personagens desenvolvidos com maestria e casais muito apaixonantes. Leitura obrigatória para fãs do gênero e recomendo para quem quer se aventurar nos romances/drama da Sarah Maclean.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Maratona Segura o Livro!!!!

Ola!!!

Neste Carnaval eu vou participar da Maratona de Carnaval organizado por Despindo Estórias, Tem Que Ler e Sociedade A. V.

TBR!!!!
Desafio do Canal Sociedade A.V.:
Ler uma não ficção: Escolhi a biografia da "Lady Almina e a verdadeira Downton Abbey", escrita pela Condessa Carnarvon que é a herdeira deste legado. Eu sou fã do seriado Downton Abbey e quando vi este livro no sebo surtei e comprei, faz quase um ano e achei bem oportuno encaixa-lo no desafio da maratona.
Ler uma Grafic Novel ou HQ: Eu não tenho nenhuma que eu não li até o momento e como a grana esta pouca(rsrsrsrsr), vou adaptar lendo um livro que também é uma grafic novel: "Coraline" do Neil Gaiman. Nunca li nada do autor, mas já assistir o filme várias vezes.

Desafio do Canal Tem que Ler:
Livro premiado: Oceano no fim do caminho, Neil Gaiman. Não sei se exatamente este livro ganhou algum prêmio, mas eu sei que o autor é muito premiado então adaptei para este desafio porque acho que é o momento de ler este livro.

Desafio do Canal Despindo Estórias:
Ler um livro de um autor Português: Poemas de Fernando Pessoa. Além de ser um autor Português tenho o desafio de ler poemas, que li em raríssimas ocasiões. Não tenho o livro físico então vou er digital no meu Lev.


Ficaram querendo participar? Gostaram das escolhas? Me diz aí nos comentários as suas escolhas e participem, as meninas dos canais prepararam muitos desafios e prêmios para esta maratona.

Link das Criadoras da Maratona:
Sociedade A. V.
Tem que Ler
Despindo Estórias

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Top 12 Livros Favoritos de 2016

Ola!!!!
Essa lista não tem ordem de preferência porque todos os livros foram favoritos 5 estrelas no ano de 2016, gostei demais de todas estas 12 leituras que foram especiais, a sua maneira, no ano passado. Vamos conferir:
Eu sou a Lenda, Richard Matheson
  Um livro de ficção científica com horror, que foi bem diferente do que eu esperava, já que tinha visto só o filme de 2007. Com uma narrativa bem fluída e instigante o autor me conquistava a cada página. Confira a resenha no blog AQUI


Agnes Grey, Anne Brontë
   Não é segredo que amo a Charlotte Brontë e depois de ter assistido e lido Jane Eyre em 2015 essa autora é muito queridinha para mim. Então decidi me aventurar na próxima irmã Brontë: A Anne. Em Agnes Grey acompanhei o romance despretensioso que mostra a árdua tarefa de uma professora querendo formar um ser humano melhor e que muita coisa não mudou ainda hoje, a Anne te envolve na estória que mais é um relato biográfico de sua vida do que uma ficção. Livro incrível que deve ser lido por todos amantes da literatura. Tem resenha no blog AQUI


O Visconde que me amava, Julia Quinn
  Não poderia deixar de fora a Diva dos romances históricos, a querida Julia Quinn!!! Eu li até o 5° livro da série "Os Bridgertons" e este é o meu favorito até agora. A estória tem um mistério na infância da protagonista e o Anthony, mocinho da trama, é apaixonante e cativante. O relacionamento dos dois foi crescendo de  maneira tão bonita de amizade e amor que eu amo este casal!!!


Beleza Perdida, Amy Harmon
  Um livro jovem adulto que eu não tinha expectativa nenhuma, mas o livro trata de questões tão impactantes para jovens que a maneira que ela é contada emociona e informa o leitor. Além do mais temos um personagem que tem uma doença degenerativa que é contada e relatada de uma forma bem sensível e clara. Claro que tem um casal lindo na estória, mas acho que não é tanto o foco, autora soube dosar o livro de maneira que flui maravilhosamente bem.


Norte e Sul, Elizabeth Gaskell
  Um clássico da literatura inglesa que só tinha assistido a minissérie, mas que a leitura foi muito maravilhosa e fiquei pensando como não tinha lido antes esta obra incrível, que relata problemas sociais, a revolução industrial e tem um casal protagonista que vivem brigando, mas como todos já sabem fica tudo bem depois.


Noites de Tormenta, Nicholas Sparks
  Claro que na minha lista não poderia faltar meu querido tio Sparks!!! Não é segredo que sou fã dele, mas este livro realmente me surpreendeu. Eu só tinha assistido ao filme, o qual gosto muito, então resolvi ler o livro que foi bem diferente da proposta do filme. O livro não é só um casalzinho, ele fala muito mais de perdão aos outros e a si mesmo, de se aceitar e conseguir viver apesar de tudo que pode acontecer na sua vida de bom e de ruim. Amei o livro, favorito 5 estrelas com certeza. (sem mencionar que chorei rios de lágrimas neste livro!!!!!)


Persuasão, Jane Austen
  Era o último romance da Jane que não tinha lido e reconheço que deveria ter lido antes de tão maravilhosa que é esta leitura! Meu romance dela favorito ainda é "Orgulho e Preconceito", mas "Persuasão" esta ali no pódio com ele porque também é meu favorito!!!


 Vencendo Gigantes, Hernandes Dias
  Todo ano tento incluir mais livros evangélicos nas minhas leituras e este livro apesar de fininho é maravilhoso, um livro que coloca qualquer cristão num entusiasmo incrível pela vida e vida com Cristo. Leitura maravilhosa e pra mim que sou evangélica, uma renovação de fé.


Aliviando a Bagagem, Max Lucado
  Ainda em livros evangélicos, sempre indico este autor incrível que gosto muito de todos os livros que li até agora, e "Aliviando a Bagagem" não poderia ficar de fora, esta leitura foi um real conforto para minha alma, bem reflexivo e de muita sabedoria.


O ar que ele respira, Brittainy C. Cherry
   Esse livro foi indicado pela Paola do Livros e Fuxicos, ela falou deste livro tanto com muita empolgação que decidi ler. Foi uma leitura completa e formidável, ele só não é um romance com um casal, fala muito mais que isso: sobre superação, o tempo de luto, e como seguir adiante com tanta obscuridade do passado. Um livro sensível que me emocionou muito, recomendo muito este favorito com 5 estrelas!!!


Seduzida pelo Guerreiro Escocês, Maya Banks 
   Mais um livro indicado pela Paola do Livros e Fuxicos, como eu amo romances históricos fui pra esta linha mais medieval da leitura, livro com a protagonista mais maravilhosa de todos os tempos, ela é bem incomum por ter passado por um trauma que trouxe sequelas para sua vida e a forma como ela se adaptada com debilidade é incrível e apaixonante, e a forma como ela conquista seu guerreiro é muito maravilhoso de ler a cada página!!! Leitura MARAVILHOSA!!!!!


Entre o amor e a vingança, Sarah Maclean
   Outro livro que pensei ser mais do mesmo, porém me surpreendeu. A protagonista é bem a frente de seu tempo lutando pelo seu par romântico de maneira para que ele esqueça esta estória de vingança e mágoas que não fazem bem a ninguém. Leitura envolvente, cativante, sofrida com a mocinha  e muito fantástica!!!

Estas foram minhas melhores leituras de 2016 e quais foram as suas? Deixem nos comentários!!!!
Que 2017 seja ainda melhor!!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Resenha: A Volta do Parafuso, Henry James

Qual o limite da razão? Até onde vai a imaginação ou até onde podemos encarar a realidade?

Em “A Volta do Parafuso” o autor Henry James, insere o terror psicológico para impressionar e assustar o leitor no finalzinho do século 19 (obra de 1898). A narrativa começa com uma pessoa contando a estória de uma governanta muito jovem e sonhadora que vai cuidar de duas crianças numa mansão bem antiga. Muito jovem a moça fica ansiosa e encantada com seu empregador, que muito bonito e charmoso explica determinante, que se ela quisesse o emprego não teria que aborrecê-lo a nada e ela teria que tomar todas as decisões a respeito de seus sobrinhos órfãos, sem consultá-lo. Para demonstrar que era forte, determinada e uma boa governanta a moça aceita o trabalho de cuidar destas duas crianças. A princípio tudo parece estar na mais perfeita paz, até que mistérios começam se levantar, aparições amedrontar e tudo começa a fugir do controle.

Foi meu primeiro contato com o autor e criei grandes expectativas, que não foram atendidas, mas também não foi decepcionante. A narrativa do autor é muito fluida, elegante e bem dramática, fazendo o leitor terminar a leitura bem rápida e agradável.
Momentos de terror: confesso que até para mim, muito medrosa, não tive tanto medo, porém olhei uma segunda vez ao meu redor no momento das aparições na trama. O escritor mexe muito com o psicológico de sua personagem principal, como tudo é visto pela sua ótica, ela é uma narradora que não podemos confiar, e durante a leitura sentimos que ela está bastante perturbada e em muitos momentos sem saber o que fazer, momentos de desespero.
Os personagens não são bem desenvolvidos, acredito que foi um artifício que o autor usou para criar sua atmosfera sombria e cheia de mistérios, até sobre a própria protagonista que não ficamos sabendo do seu passado. Acredito que o livro me agradaria mais se ficássemos sabendo mais, pelo menos da protagonista. Não posso falar muito dos outros personagens por ser uma estória curta e até porque perderia seu mistério criado.

Um livro bem escrito com elementos de terror na medida razoável, porém com um final previsível. Leitura recomendada, mas sem muitas expectativas, bom livro.

Quote:
“...-num velho banco de pedra existente diante de um lago, e, naquela posição, mesmo sem erguer os olhos, comecei a sentir a presença, a distância, de uma terceira pessoa. As velhas árvores, os arbustos espessos formavam uma grande e agradável sombra, mas estava tudo mergulhado no tranquilo e cálido resplendor da hora.” Pág.: 178


Nota do Filme:

Assisti esta adaptação da BBC de 2009, ela não é fiel ao livro, mas gostei muito de como o filme trabalhou a protagonista, que neste caso foi melhor desenvolvida. Alguns mistérios foram adicionados e personagens também. Para mim é uma adaptação que respeita a obra. Ainda quero a assistir a mais antiga de 1961, intitulada de “The Innocents” que você encontra legendada e completa no youtube.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Resenha: O Vampiro Lestat, Anne Rice - As Crônicas Vampirescas #2

Lestat esta de volta e ainda mais sedento, porém neste livro acompanhamos sua trajetória desde antes de se tornar vampiro, digamos que um Lestat mais humano, será?

Sinopse: O romance acompanha o vampiro através dos séculos, sua infância aristocrática, seu desbunde como ator no mundo cênico de Paris, sua transformação em estrela de rock, que enfeitiça milhares de fãs. O leitor conhecerá um charmoso e inquietante Lestat, em busca de um significado para sua existência, que o levará a seus ancestrais e ao elo perdido dos bebedores de sangue. (Fonte Skoob)

A autora tem realmente o dom para criar personagens fascinantes e estórias intrigantes. Quando li “Entrevista com o Vampiro”(Resenha AQUI ), lembro que a leitura foi bastante fluida e bem contagiante. Neste segundo livro, não posso falar o mesmo, mas vamos por partes.
A narrativa da Rice é bem rica e de início fluiu, porém a partir da página 100 ficou bastante entediante para mim, várias vezes desistia e dormia tentando lê-lo e fiquei intrigada do porquê disso se eu tinha gostado muito do primeiro livro. Na verdade quem mudou foi eu, realmente não suporto mais livros com estórias de vampiros, acho que para mim já deu o que tinha de dar. Confesso que muitas partes do livro foram bem envolvente e tive alguns “medinhos” lendo certas cenas que me assombraram e até aterrorizaram.

Como toda estória de vampiro, há bastante referências sombrias como satã, trevas e toda horda do mal e nesse ponto o livro me incomodou bastante, foi uma leitura que não consegui ser imparcial nesta questão, não conseguindo colocar de lado minha religiosidade e crenças. Devo dizer que na minha opinião, o livro me feriu como religiosa, talvez tenha sido a intenção da autora em provocar, que se foi, realmente surtiu efeito sobre mim e abandonei esta série das Crônicas Vampirescas, parando no segundo livro. Lembrando que são questões pessoais minhas, não que o livro seja ruim.


Falando sobre o enredo, que é muito rico e com muitas estórias e detalhes que fazem muito sentido para quem leu o primeiro livro. Neste segundo volume Anne Rice nos revela estórias dos vampiros mais poderosos, destrinchando seus personagens bem marcantes e inigualáveis.
Lestat é e continua sendo o melhor personagem de vampiro já escrito, ganhando até do Drácula a meu ver. Ele está mais sarcástico e como não poderia deixar de ser mais terrível. Acompanhar todo seu processo de se tornar vampiro é realmente envolvente e muito bem desenvolvido. O que gostei muito de ler foi a relação que Lestat tem com sua mãe e como este vínculo influenciou este personagem e várias decisões e seu comportamento.
Gostei de saber das origens de Armand, mas sinceramente achei ele um personagem ultra chato e suas lamurias numa determinada cena entre ele e Lestat foi de uma leitura arrastada e muito entendiante.

Lestat continua a surpreender e apaixonar, só que mais impiedoso, debochado e terrível, livro de qualidade para quem gosta do gênero, e muito bem escrito.

Quote:
“Vindo de todos os contos que li na infância, das velhas fábulas, o nome me ocorreu como algo submerso que se arremessava para a superfície de água escura, irrompendo livre na luz.
-Vampiro! - soltei um último grito desvairado, empurrando a criatura com toda minha força.”
Pág.: 75